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DCV - Design e Comunicação Visual

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Proposta de trabalho nº 3: Cor

Avatar foi o filme mais lucrativo de sempre. A história da luta entre os indígenas azuis e os humanos que pretendiam os recursos do seu planeta encantou milhões de pessoas.

O cartaz do filme era simples, mas atraente. Mostrava apenas meia face de um dos indígenas, contudo, o azul forte, os olhos grandes esverdeados e as «sardas» brilhantes – foi o que bastou para atrair a atenção de quem passava.

E se alterássemos as cores? Se, por exemplo, em vez de azul estivesse o cinzento ou os lábios se tornassem rosa? Provavelmente chamaria menos a atenção, pareceria apenas um poster a preto e branco de uma mulher colorido em certos detalhes. Os grandes olhos verdes mantêm-se mas ganham força com a falta de cor em volta, tornar-se-iam mais penetrantes e vibrantes. O filme deixaria de ter uma conotação com seres alienígenas para uma outra a ver mais com a sensualidade, com a beleza e com o poder do olhar.



A brisa, o calor, a luz, o som das ondas e o céu azul claro, a areia branca e toda uma vegetação de um verde vivo. Todos estes elementos em conjunto transmitem uma ideia de tranquilidade, paz e serenidade.

Ao alterar as cores da imagem: o mar e a relva para vermelho vivo, o céu para amarelo, a areia para laranja e o arvoredo para um tom de roxo, o cenário de tranquilidade perde-se e as cores quentes conferem uma agitação e intranquilidade, levando a que se associe a paisagem, anteriormente tranquila e serena, a um local sinistro sombrio e psicadélico.



One Missed Call é um filme de terror. Tradicionalmente, peças conotadas com o horror são promovidas com cores escuras e frias, a que se misturam letras em tons de vermelho, laranja ou azul, que normalmente representam sangue, inferno e frio respectivamente.

Assim, para contrariar a frivolidade transmitida pelo cartaz, onde predomina o preto e as cores neutras, substituímos as mesmas pôr cores mais “vivas”, utilizando mesmo o azul e o rosa que se destacam das demais e transformam uma imagem,  cujo objectivo anterior seria preparar-nos para um filme assustador, noutra mais alegre.



Publicada por Fábio André Silva à(s) 14:08 0 comentários Enviar a mensagem por email Dê a sua opinião! Partilhar no X Partilhar no Facebook
Etiquetas: Cor, Propostas de trabalho

Proposta de trabalho nº 3: Cor

As imagens que utilizarei nesta proposta serão as seguintes:



Publicada por Fábio André Silva à(s) 09:58 0 comentários Enviar a mensagem por email Dê a sua opinião! Partilhar no X Partilhar no Facebook
Etiquetas: Cor, Propostas de trabalho

Cor


A cor é parte fundamental de qualquer plano comunicacional.
O que vemos e as escolhas que fazemos diariamente são em parte influenciadas pela disposição cromática do que nos envolve, e é por isso que a importância das cores não é meramente representativa mas determinante em quase tudo o que fazemos. 

A forma como as cores são interpretadas por diferentes pessoas, grupos ou culturas e como se podem combinar para criar ambientes e sensações são infinitas. O estudo de combinações, o significado das cores e a própria ciência da teoria da cor, são alguns dos factores que devem estar presentes na vida de um designer. 

Acúrcio, Catarina, A Importância da Cor (texto completo)

Aqui ficam alguns exemplos de como a cor é importante para criar os tais ambientes e sensações:




Publicada por Fábio André Silva à(s) 09:54 0 comentários Enviar a mensagem por email Dê a sua opinião! Partilhar no X Partilhar no Facebook
Etiquetas: Cor

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Proposta de trabalho nº 2: Tipografia (Heterónimos de Fernando Pessoa)

“Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.”



Ricardo Reis, heterónimo de Fernando Pessoa, é o poeta clássico, da serenidade epicurista que aceita, com calma lucidez, a relatividade e a fugacidade de todas as coisas. 

Este excerto do poema “Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio” é um bom exemplo da focagem de Reis em aproveitar os pequenos momentos da vida sem nunca ceder aos excessos. Procuramos exportar a cena descrita deste bocado do texto lírico e representar uma mulher à beira-rio.

Em primeiro lugar, criamos o rio. Para isso, utilizamos duas das vinte e quatro linhas propostas pela professora, distorcemo-las de modo a que se assemelhassem às ondulações da água dos rios. Para acentuar ainda mais essa semelhança, o azul foi a cor escolhida para «pintar» estas linhas. De seguida, regressámos às palavras iniciais do primeiro verso. Tendo estes fonemas sons sibilantes decidimos aumentar o «S» e ligar as duas palavras que começam o excerto. De salientar que, em «suave», foi usada uma sombra leve para dar um ar de maior suavidade literalmente; o mesmo foi feito à «memória». Contudo, deve-se reparar que a sombra nesta palavra é mais acentuada para causar a ilusão de maior desfoque.

As palavras “lembrando-te assim - à beira-rio” foram literalmente justapostas ao rio já criado.

A silhueta de uma mulher foi desenhada e preenchida com palavras das já referidas vinte e quatro linhas. As «flores» ganharam forma – em tons de roxo, uma cor pouco viva que não demonstra alegria, mas também não trás melancolia, é neutra, como Reis – e foram dispostas no «regaço» desta «pagã triste».


“Tristes das almas humanas, que põem tudo em ordem,
Que traçam linhas de coisa a coisa,
Que põem letreiros com nomes nas árvores absolutamente reais,
E desenham paralelos de latitude e longitude
Sobre a própria terra inocente e mais verde e florida do que uso!”


Alberto Caeiro apresenta-se como um simples «guardador de rebanhos», que só se importa em ver de forma objectiva e natural a realidade, com a qual contacta a todo o momento. Daí o seu desejo de integração e de comunhão com a natureza.

Tal como no trabalho de Reis, procuramos ilustrar os versos fornecidos com a ajuda do texto que pesquisamos – neste caso sobre as características deste heterónimo de Pessoa. Para isso, tentamos harmonizar no mesmo trabalho a ordem e a desordem. A primeira através das linhas e das letras bem definidas, geométricas e com aspecto mais formal. Já a segunda é representada com letra mais «animada» e viva, com distorções do texto; em resumo, com aquilo que se opusesse ao espaço bem delineado.

Com o texto compusemos uma imagem simples de uma paisagem natural vítima da ordem do Homem, com as suas linhas que tudo ligam – uma árvore, a terra onde está plantada, e um conjunto de linhas latitudinais e longitudinais que ocupam o espaço livre do ambiente desorganizado do mundo natural. A cor verde, cor do ambiente, destaca-se nos tons de negro das linhas. O tipo de letra que constitui a ramagem da árvore e a terra é mais familiar, tendo as letras da primeira sido distorcidas para mais se assemelharem às folhas dos ramos. Por sua vez, o tronco foi violado pelo ser humano com os seus letreiros, tornando-se organizado, assim como o seu tipo de letra – mais clássico.


“Ó rodas, Ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!”



Terminamos com Álvaro de Campos, o heterónimo futurista, apologista da máquina e da sua força.

Sobreposto a um fundo composto pelas vinte e quatro linhas, colocamos um comboio, sem rodas. A partir daí, montamos as rodas e as engrenagens utilizando as três primeiras palavras do excerto: «Ó rodas, Ó». Seguindo uma certa linearidade na ilustração do verso inicial, as «engrenagens» surgem atreladas ao comboio, como se de uma outra carruagem se tratasse.
O «r-r-r-r-r-r-r eterno» das máquinas espalha-se com o fumo da locomotiva, movida pela força das mesmas.

Para o segundo e último verso apostamos na capacidade dos tipos e cores das letras para transmitir o sentido que cada uma representa. Assim, temos um «Forte» a negrito e sublinhado, que aumenta o seu poder; um espasmo distorcido que se estende às outras palavras e uma fúria, vermelha, enraivecida, pronta a explodir e espalhar todo o seu poder.

Publicada por Fábio André Silva à(s) 15:05 0 comentários Enviar a mensagem por email Dê a sua opinião! Partilhar no X Partilhar no Facebook
Etiquetas: Propostas de trabalho, Tipografia

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tipografia

A origem dos nossos actuais alfabetos remonta à antiguidade quando símbolos e signos eram utilizados para ilustrar elementos naturais e actividades quotidianas.

A missão de uma composição gráfica é transmitir uma mensagem determinada aos espectadores que a visualizam. A palavra escrita é o melhor meio de transmissão de ideias para um dado grupo de pessoas. ora, isto faz que a aplicação de conteúdos textuais numa dada composição seja de grande importância no que toca à capacidade de transmitir as ideias inerentes a esses mesmos conteúdos.


O conhecimento adequado do uso da tipografia é essencial aos designers que trabalham com texto e imagem em conjuntos. Na maioria dos casos, uma composição tipográfica deve ser legível e visualmente envolvente, sem deixar de considerar o contexto em que é lida e os objectivos da sua publicação.


Concluindo, o significado da tipografia foi-se transformando com o tempo, evoluindo como método de impressão e com o design os tipos, estando hoje inserida como um dos elementos mais importantes na comunicação dos projectos gráficos de design.


Publicada por Fábio André Silva à(s) 11:03 0 comentários Enviar a mensagem por email Dê a sua opinião! Partilhar no X Partilhar no Facebook
Etiquetas: Tipografia
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